Nélson Évora na final
Nelson Évora, um das maiores esperanças portuguesas numa medalha em Pequim, já garantiu a qualificação directa para a final do triplo salto, após ter realizado a marca de 17.34 metros ao segundo ensaio.
Depois de uma primeira tentativa que redundou num nulo, o campeão do Mundo da especialidade puxou dos galões e superou sem grandes problemas os 17.10 metros que são exigidos para a qualificação directa.
In:Record
Vânia Silva a quase 10m do seu recorde pessoal, que é nacional!
A portuguesa Vânia Silva concluiu a sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim ao ser eliminada na ronda de qualificação do lançamento do martelo, terminando em 23.º lugar do Grupo A, com apenas 59.42 metros.
Depois de ter feito um primeio ensaio nulo, a atleta nacional conseguiu 58.10 à segunda tentativa, antes de realizar a sua melhor marca no 3.º e derradeiro lançamento.
De qualquer forma, ficou muito longe do alcançado há quatro anos, em Atenas’2004, onde realizou 63.81, e ainda mais do seu recorde nacional, que é de 68.82 metros.
In:Record
Arnaldo Abrantes em 8º na série
O jovem Arnaldo Abrantes, de 21 anos, não conseguiu evitar a eliminação logo na 1.ª ronda dos 200 metros, terminando em 8.º e último da segunda série, com o tempo de 21.46 segundos.
Numa prova em que Francis Obikwelu não esteve presente na 1.ª série – depois de ter falhado a presença nos 100 metros, o luso-nigeriano anunciou o adeus às pistas -, Abrantes terminou muito longe dos rivais, numa prova ganha pelo zimbabueano Brian Dzingai, em 20.25.
Refira-se que apenas os 3 primeiros de cada uma das 8 séries se apuravam directamente para a 2.ª ronda, sendo ainda repescados os 8 mais rápidos dos restantes atletas.
In:Record
Pistorius-O homem das próteses
Quando os heróis morrem, publica-se a lenda. Este, porém, não é o caso. Oscar Pistorius, um atleta amputado às duas pernas, de 21 anos, vai dar a sua contribuição a dois filmes em Hollywood que retratam a história verídica da sua vida – um exemplo de superação e de esforço.
Com pouco tempo ainda de vida, tinha apenas 11 meses, os pais de Oscar Pistorius foram obrigados a tomar uma decisão importante. A conselho dos médicos foram amputadas as duas pernas ao filho que sofria de uma deformação óssea congénita.
Mas nos genes de Pistorius havia qualquer coisa de diferente.
Recorrendo ao uso de próteses, que precisava de trocar em cada nove meses, este sul-africano tornou-se numa rara referência para todos. Entre os 11 e 13 anos praticou râguebi, polo aquático e ténis. Só uma grave lesão num joelho o forçou a abandonar esta última modalidade, onde atingiu um certo nível.
Foi esta paragem que o levou a tornar-se no campeão que é no atletismo, desporto que abraçou em 2004: em menos de três anos passou a ser recordista mundial entre atletas deficientes dos 100 aos 400 metros e medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos.
“Nunca olhei para trás”, chegou a comentar Pistorius, estudante de Ciências do Desporto na Universidade de Pretoria.
Em 2007, foi-lhe aberta a possibilidade de competir com outros atletas, nomeadamente no Meeting de Roma e Pistorius, desta vez, não a desperdiçou, depois de em 2005 não ter podido aceder ao convite da IAAF para o meeting da Finlândia devido a compromissos escolares. A 13 de Julho do ano passado no Estádio Olímpico de Roma, Oscar Pistorius termina em segundo lugar com 46,90s, atrás do italiano Stefano Braciola, que fez 46,72s.
O sonho de conseguir um lugar em Pequim começou nesse dia, mas simultaneamente também se iniciou uma longa batalha jurídica envolvendo o atleta e as instituições oficiais.
A polémica nasceu a partir do momento em que a IAAF entendeu que Pistorius estaria numa situação de vantagem para com os atletas que não são paralímpicos, atendendo precisamente ao uso das próteses. Determinado, Pistorius lançou-se numa guerra sem fim e conseguiu, finalmente, vencer os dirigentes da IAAF, de nada valendo a estes terem pago 50 mil euros a um especialista alemão, Gen-Peter Bruggermann, para fazer um estudo que conduziu à seguinte conclusão: a utilização das próteses oferecia uma vantagem mínima de 25 por cento em relação aos outros concorrentes.
O recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) acabou por dar razão a Pistorius. “Não há provas suficientes que demonstrem cientificamente que Pistorius obtém uma clara vantagem das suas próteses”.
O presidente da IAAF, o senegalês Lamine Diack, foi obrigado a mudar de discurso. “Oscar será bem-vindo. É um exemplo em que nos devemos inspirar”.
Agora, cabe a Pistorius mostrar o que vale. Nos campeonatos sul-africamos já fez 46,46s (era o 264.º tempo mundial em 2007), mas ainda está a 1s do mínimo.
Selecção dos 4×100m mais perto dos Jogos
Os 39,30 obtidos pela equipa nacional de 4×100 metros que esteve no Meeting em Uberlândia, no Brasil, colocam Portugal no 19.º lugar do ranking de qualificação para os Jogos Olímpicos. Nas estafetas não há mínimos. Serão convidadas as 16 selecções com melhor soma de duas marcas alcançadas entre 1 de Janeiro de 2007 e 16 de Julho de 2008 em reuniões internacionais reconhecidas pela IAAF, entre as quais estão o Mundial de 2007, as competições a nível de continentes e os meetings do circuito internacional.
Excepto as principais potências – que conseguiram as duas marcas no Mundial (ou no Mundial e numa outra competição) – muitos dos países, entre os quais Portugal, têm apenas uma marca de relevo. Os 39,30 de Ricardo Pacheco, João Ferreira, Dany Gonçalves e Arnaldo Abrantes colocam Portugal no 19.º lugar, a par da China. Com Francis Obikwelu, Portugal terá boas possibilidades de baixar dos 39 segundos e entrar na lista das 16 melhores selecções. Terá é de fazê-lo duas vezes.
E, para já, a Taça dos Campeões Europeus, com a equipa do Sporting (Obikwelu em vez do madeirense Dany Gonçalves), no fim-de-semana, no Algarve, e a Taça da Europa, dia 21 de Junho, em Leiria, são as duas grandes oportunidades.
O problema será a integração de Obikwelu – que vive em Madrid. Os treinos serão bem mais limitados e, depois, haverá que convencê-lo a correr as eliminatórias em Pequim. Já declarou que apenas quer ir à final da estafeta… se Portugal lá chegar, o que não é provável sem ele.
Se correr ambas as finais, Obikwelu terá os 100 m nos dias 15 e 16 (Agosto) e os 200 m a 18, 19 e 20. As eliminatórias de 4×100 m serão a 21. Poderá ser a sua 9.ª corrida em sete dias.
“Ninho de Pássaro inaugurado”
Pequim assistiu hoje à inauguração do Estádio Olímpico na sua versão definitiva para os Jogos de Agosto. Uma prova de atletismo em que participou o campeão olímpico e mundial dos 110 metros barreiras, o chinês Liu Xiang, serviu para assinalar a ocasião.
Além da grande estrela local, o evento – que decorre até domingo – conta com a participação de mais um milhar de atletas, uma centena dos quais estrangeiros, num teste sério para os Jogos Olímpicos de 2008. Presente esteve também o vice-presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Kevan Gosper.
O evento intitulado “Boa Sorte Pequim” começou com uma homenagem às vítimas do terramoto de 12 de Maio em Sichuan, pelas quais foi guardado um minuto de silêncio. Nas bancadas do estádio conhecido como “ninho de pássaro”- que receberá as provas de atletismo e das cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos -, neste primeiro dia, estiveram cerca de 22 mil espectadores.
Quanto à competição propriamente dita, Liu Xiang começou a jornada com a 2.ª melhor marca entre os atletas participantes nas eliminatórias dos 110 metros barreiras (13,63 segundos), atrás do compatriota Dongpeng Shi (13,58).
No final, o campeão olímpico e mundial foi enalteceu as qualidades da pista e relembrou mais uma vez as vítimas de Sichuan. “Espero que as pessoas de Sichuan possam levantar-se e ter um futuro próspero. O poder de uma pessoa é limitado, mas todos podemos unir as nossas mãos para superar este desastre”, referiu, através de um comunicado, o atleta chinês, que doou 274.000 euros de ajuda às vítimas.
O Estádio Olímpico, com capacidade para 90.000 espectadores, teve a sua primeira competição a 18 de Abril último, com uma prova de 20 quilómetros marcha, e dias depois acolheu a chegada da sua primeira maratona.
Por:Record
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